terça-feira, 24 de janeiro de 2012


Ninguém do PT vai reclamar da impunidade neste caso?

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Faz 10 anos, mas enquanto o PT estiver no poder, qualquer bandidagem será tema atualíssimo ...

Sombras do passado

NELSON MOTTA - O Estado de S.Paulo

Por mais que os ficcionistas quebrem a cabeça para inventar crimes, mistérios e conspirações complexos, surpreendentes e emocionantes, os livros, filmes e seriados acabam sempre superados pela vida real. O assassinato do prefeito Celso Daniel completa dez anos sem culpados nem condenados, e, pior, desde o início das investigações sete testemunhas e investigados já foram assassinados ou morreram em circunstâncias misteriosas. O principal acusado é digno de um pulp fiction: o Sombra.
O roteiro: prefeito de uma próspera cidade industrial faz um acordo com empresários correligionários para desviar dinheiro público para as campanhas do seu partido. Ninguém ganharia nada, não eram corruptos, eram patriotas a serviço da causa e do partido, afinal, estava em jogo transformar o Brasil, os nobres fins justificavam os meios sujos. Foi assim no início, mas o ser humano…
Com a dinheirama crescendo e rolando sem controle, o Sombra, chefe da operação e amigo do prefeito, começa a desviar um levado para sua própria causa. Outros empresários do esquema, e alguns políticos que intermediavam as contribuições, também começam a meter a mão. Até que o prefeito, que não sabia de nada, descobre tudo e ameaça detonar o esquema. Seria o fim para o Sombra e para a quadrilha.
O prefeito é atraído pelo Sombra para uma cilada, o carro dos dois é interceptado por bandidos e o prefeito sequestrado. O Sombra escapa ileso. Nenhum resgate é pedido, dias depois o prefeito é encontrado morto a tiros e com marcas de tortura. Contra as evidências, a polícia trata o caso como um sequestro comum, mas o Ministério Publico vai fundo nas conexões politicas.
O garçom que havia testemunhado a última conversa entre o prefeito e o Sombra é executado. Em seguida, uma testemunha da morte do garçom. O bandido que fazia a ligação entre os sequestradores e o Sombra é assassinado na cadeia.
O médico legista, que atestou as marcas de tortura, morre envenenado. Ameaçado, o irmão do prefeito se exila na França. O Sombra continua nas sombras, o processo não anda, logo o crime estará prescrito. E o pior de tudo: não é ficção.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Bárbara esta publicação do Ricardo Pereira Duarte no facebook!  Hoje, no Jornal do Almoço, da RBSTV, deu notícia de que a Brigada Militar descobriu no terreno de uma casa de Uruguaiana dois pés de Canabis sativa com 1,70 de altura. Os brigadianos arrancaram a erva mostrada aos telespectadores ainda com as raízes cheias de terra. Agora, levado o caso à justiça estão vendo se enquadram o proprietário como "portador", ou como "traficante" da erva.
No bolso do cara, não cabem; enquanto vegetando presos ao chão, não podem ser traficados!
Me fez lembrar o caso do estacionário da estação de trens do Touro Passo que, recebendo um porco encerrado para embarque e, não conseguindo enquadrar a "mercadoria" nos seus protocolos habituais, enviou telegrama à sede da cidade perguntando: "Porco em gaiola, é considerado ave?"

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

CORREIO DO POVO, Taline Oppitz, hoje
Agergs inicia votação de editais
O Conselho Superior da Agergs vota hoje, às 14h30min, em sessão aberta, o primeiro dos quatro editais para a licitação das estações rodoviárias do Estado. Entre os aprimoramentos feitos ao texto, a agência destaca a possibilidade de aplicação de sanção no caso do não cumprimento dos indicadores de qualidade do contrato e das normas regulatórias. Se homologado, o edital será encaminhado ao Daer, que dará prosseguimento ao processo licitatório.
Por que cada município não licita - ou explora diretamente - a sua rodoviária? Como os prefeito não se mobilizaram até hoje nesse sentido? O que perderiam? Bem que o presidente da FAMURS, que é o prefeito de São Borja Mariovane Weis, que é do PDT mas tem se mostrado independente dos interésses do governo Tarso, poderia abraçar essa bandeira!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Neto do saudoso professor Hélio Zubaran Nelsis, que tinha sido vereador do PMDB e que, aos da minha geração, dava História, no Elisa Ferrari Valls, feudalismo, fisiocratas, liberalismo, Revolução Francesa, sempre com uma pitada de ironia e ceticismo aos que tinham sido emprenhados pelo ouvido com certezas sobre o inexorável curso da História (sim, isso foi antes do fim do mundo deles, 1988, 89), Thiago Nelsis, 20 e poucos anos, advogado, é meu conhecido faz algum tempo. Fomos colegas, mas nunca conversamos muito. O suficiente para um - Oh, que tal?!, e só. Agora, pelas páginas do Tribuna de Uruguaiana, vim saber que faz poesia. E com a qualidade do que aqui vai.


Salão das Sombras (Festim da Criação)


Projeta-se em minha parede ululante espectro,
E, oferecendo-me seu convite horrendo abre
Para mim o portal macabro no qual adentro.


Mergulho na imensidão sem fim
Do salão das sombras despertas,
Delícias no estranho camarim - 
Entre outras almas tão desertas


Aqui habitam o delírio e o descaso
E escarro a podridão que canta em mim, devassa
Nessa glorificada obra do louco acaso!


Servem-se aqui vinhos sagrados
De longos tempos já passados
Em que o próprio Tempo não havia encontrado o seu curso.


Todas as essências da natureza regurgitando falácias
Onde o destino do homem é feito seu pérfido passatempo
O festim refestela-se nessas imprevisíveis abundâncias ...


Os séculos circuitando lá fora velozes
Sem que aqui passe sequer uma noite
Revelando nossos certeiros destinos atrozes!


Desperto. Só, em meu quarto, sem saber se sonhei
Ou se com aquelas entidades compartilhei
As imensidades da Criação e a efemeridade do nosso ser ...

domingo, 1 de janeiro de 2012

2011 foi ingrato até o último dia! Ontem, já na despedida, levou o brilhante Daniel Piza, do Estadão, 41, vítima de um AVC. Do traiçoeiro AVC, primos e amigos! 

sábado, 24 de dezembro de 2011

Suspeito que o prefeito Sanchotene Felice (PSDB) esteja em Porto Alegre, ou nas praias, ou que o espírito de Natal lhe tenha feito baixar a guarda ... É que por mais de 16 minutos o deputado Estadual Frederico Antunes (PP) falou na Charrua AM sobre um "projeto novo para Uruguaiana em 2012", elencando carências da cidade e uma plataforma digna de candidato, como a "iluminação dos trevos", "o apoio à construção do hospital federal" e a maior atenção às demandas das classes arrozeira e do comércio internacional, a fiscalização das obras de saneamento e a necessidade de ampliação "também" da rede que escoa a água das "chuvas", e leves cutucadas, como o "fim de prioridades escolhidas por vontades pessoais" ...
Para o encerramento, Chico Alves lhe reservou a esperada pergunta sobre candidatura ao Paço Municipal ano que vem. Frederico nem precisou fechar questão, talvez sim, talvez não.
(Está jogando de mão ...)

sábado, 17 de dezembro de 2011


Chego em casa com vontade de contar aqui o que foi o almoço de hoje da Confraria do Funcho, almoço de Natal, com amigo oculto e tudo, as patroas presentes ("- Um mulherio diferente ...", disse um gaiato), o registro das recentes Bodas de Ouro de Alberto (presidente Vitalício) e Ligia Barzoni Moura, a notícia de que o Galpão do Nativismo (do Dorotéu Fagundes, Gaúcha AM) será transmitido daqui, de Santana Velha, onde Uruguaiana nasceu, no 1º dia de 2012, como me contou o Kiko Fagundes, "meu irmão", como ele diz (para meu orgulho!), tanta coisa, até de que a aprovação do governo Sanchotene Felice não chega aos 95%, tanta coisa que a gente fala e ouve do pessoal preocupado com os possíveis exageros do nosso prefeito (será que é 94, 92 ou 85%?, oh dúvida!!!), e descubro na internet que morreu Cesária Évora, a caboverdiana conhecida como a diva dos pés descalços ... Que perda, Irmãos! Da minha atroz ignorância, em música e em tudo o mais, me pergunto: o que seria dela, e de qualquer artista africano puro ou afrodescendente, se não fosse a Europa, e Portugal, as colônias, o português, a língua,  essa mescla do moderno com o primata que aqueles gananciosos reis, ao fim e ao cabo de tudo, nos (e lhes) proporcionaram?
"Meu governo não tem nenhum compromisso com práticas inadequadas, com malfeitos e com a corrupção. É tolerância zero." Presidente Dilma Rousseff, explicando como seu governo lida com com casos de corrupção
Mas quem disse que o governo anterior tinha algum compromisso dessa espécie?!?!?!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

                                         Blog do Noblat

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A Zero Hora não economiza papel quando é para mitificar o gaúcho. E sempre acha um cujas façanhas sejam modelo a toda a Terra ... Deu duas páginas na edição de ontem para o delegado José Mariano Beltrame, um gringo de Santa Maria que virou gente de confiança do vigarista político da hora no Palácio Guanabara, o governador Sérgio Cabral (PMDB), aquele que chorou frente às câmeras e prometeu dar todo o apoio às famílias das 11 crianças que um louco matara na escola Realengo e, passados seis meses, descobriu-se que tal amparo tinha se resumido a uma sessão de terapia coletiva com uma psicóloga do Estado. (Carioca tem que ter trauma é dessa gente!) Pois o gaúcho que semeia as tais UPPs para dar aparência de tranquilidade aos moradores de favela e deixar os traficantes trabalharem em paz, abriu o coração como fazem aquelas modelos que contam do caminho da roça a Milão. Prato preferido, hábitos, souvenires levados do Rio Grande, não faltou nada ... Só faltou revelar como entrou para a Polícia Federal: foi concurso público, havia facilidades para quem era agente do SNI? Mas a pergunta que mais interessa é: se a bandidagem está perdendo a guerra, se traficar ficou mais dificil e arriscado, como não subiu o preço da droga? Ou o gauchão revogou a Lei da Oferta e da Procura no Rio ?     

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Deputado federal Vieira da Cunha (PDT/RS), na Zero Hora de hoje: "Se Lupi saísse agora, sairia com um carimbo que ele não merece: o de corrupto."
Me perdoem alguns amigos, e uns parentes, todos queridos, mas não se pode negar que o deputado esteja sendo, como dizem eles, coerente com a história (e a retórica) do trabalhismo ...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Nada de Veja, Estadão e Globo. Quem publicou as fotos que desmentiram o ministro Lupi (que negara conhecer o tal Adair Meira, 'dono' da ONG Pró-Serrado, que já recebeu R$ 13,9 milhões do Ministério do Trabalho), foi um blog chamado Grajaú de Fato.
Aliás, o PDT gaúcho dá apoio irrestrito ao ministro. Fortunatti, Vieira da Cunha (mimoso da mídia, que o chama de Vieirinha) e Afonso Motta devem achar que é tudo armação do PIG - Partido da Imprensa Golpista.
Ou estão deixando para chutar Lupi depois de morto?  

domingo, 13 de novembro de 2011


Tocou agora no programa Clube da Esquina, dos professores Sílvia e Francisco Galvani - Al-Shadday FM, aos domingos, das 09 às 11h. É a dica para começar bem o domingo. Os domingos.

sábado, 12 de novembro de 2011

Do i-piauí herald:
Dilma confessa que também ama Lupi e marca casamento
Dilma prometeu amá-lo, respeitá-lo e mantê-lo seja no Trabalho, na Saúde ou na Pesca.
BRASÍLIA – Segundo boletim médico liberado pelo Planalto, logo após ouvir a declaração de amor do ministro do Trabalho Carlos Lupi, feita em rede nacional, a presidenta Dilma foi acometida de palpitações e calores generalizados. Semi-desfalecida, a presidenta convocou as ministras Ideli Salvatti e Gleisi Hoffman, além de sua mãe. Depois de uma demorada conversa, na qual houve choro, a primeira mandatária confessou ao grupo que também acalentava sentimentos complexos em relação a Lupi.
Horas depois, em entrevista ao vivo no Jornal da Globo, Dilma batucou um refrão do Raça Negra: "O amor faz a gente enlouquecer / faz a gente dizer coisas / Pra depois de arrepender/ Mas depois, vem aquele calafrio / E o medo da solidão faz perder o desafio". Findo o último verso, a presidenta piscou para a câmera e sussurrou: "Lupito, essa é para você". A seguir, fez um coração com as mãos.
Pela manhã, os dois enamorados se encontraram no Parque da Cidade, bucólico jardim no Rio de Janeiro conhecido por gerações de noivos que ali registram as fotografias de seus enlaces amorosos. Repórteres presentes à cena informaram que os dois chegaram num Monza azul, Dilma guiando e Lupi no banco do carona. Em comentário chistoso, o ministro confidenciou a um cinegrafista da RedeTV! que lhe parecia algo exagerada a quantidade de laquê do penteado presidencial.
Seguiram-se as belas formalidades. Vestido em trajes búlgaros, Lupi abriu uma caixa com a logomarca da Vale do Rio Doce e de lá sacou duas alianças de ouro. Com olhar republicano fixado na presidenta, pôs-se então a solfejar: "Esse metal precioso foi garimpado no coração do Brasil com o suor de trabalhadores qualificados por ONGs de inclusão social. Aceite esse sacrifício de nosso povo e sele de uma vez por todas a nossa eterna aliança". Os assessores próximos à cena não contiveram a emoção ao registrar a resposta de Dilma: "Aceito, mas você terá de pedir minha mão para mamãe".
Os dedos carmesins do crepúsculo mal avançavam sobre o céu fluminense quando decidiu-se marcar as bodas. Michel Temer ligou para exigir que todos os padrinhos sejam vinculados ao PMDB. O partido, que também ficou responsável pela organização da cerimônia, estabeleceu convênios com doze ONGs que irão coordenar todos os aspectos do núbil evento. "Compramos dezoito sacos de arroz para atirar sobre os noivos, e conseguimos fechar o contrato em prestações de R$ 3 milhões", explicou o vice-presidente.
Aturdido com a notícia, Edison Lobão prometeu recorrer ao STF para anular o casamento.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Me disse um amigo, agora, no Café da Praça: - Esse Lupi é bem PDT! É PDT puuuuuuuro!
Daí chego em casa, abro a internet e vejo no Tutty Vasques outra assertiva sobre o personagem do Dilma, eu te amo!: Antes de demitir o ministro Carlos Lupi, do Trabalho, a presidente Dilma devia mandar apurar quem seria o substituto imediato do PDT para a vaga.
Vai que…!
Rola na internet:
O chefe do tráfico de drogas da Rocinha foi preso porque se chamava Nem. Se fosse Enem, vazava.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

                                                          Do Blog do Noblat

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Este desabafo rola na internet. É verdadeiro. Polibio Braga confirmou a autenticidade e ainda entrevistou sua autora, a médica Liziane Anzanello. Tudo no dia em que o governo tenta (conseguiu?), no Congresso, aprovar a Desvinculação das Receitas da União, apelidada de DRU pela cleptocracia petista - que é uma autorização para que Dilma, Lupi e os heróis do PC do B possam gastar como quiserem 20% do orçamento (com estádios novos e ONGs companheiras, por exemplo). Vale a pena a lê-lo.

O povo do SUS merece o mesmo tratamento de Lula
Meus amigos, como oncologista digo que ninguém está desejando mal ao Lula ou aos pacientes sofredores de câncer, mas sabemos que quando um governante passa na pele o que um paciente passa para ter o direito a um tratamento digno e justo, ou mesmo morre na fila esperando um medicamento, uma cirurgia ou simplesmente pela ineficiência do sistema, temos que nos revoltar !!!
Porque todos não tem o... direito de ter um diagnóstico no sábado e iniciar o tratamento na segunda, me digam um paciente que conseguiu essa presteza, ou que tratou linfoma com a droga de ponta que a Dilma usou, ou vai fazer infusão contínua com cateter e bomba de infusão de uso domiciliar ???
Por que não nos exasperarmos por nem todos terem os mesmos direitos ???
Somos diferentes porque não temos convênios, ou mesmo cargos importantes ???
E a Constituição Federal não diz que temos todos os direitos e somos iguais ???
Temos sim que aproveitar essa situação e mostrar que há diferenças nos tratamentos e lutar pelos direitos dos mais fracos. Não é justo que um paciente espere 30-40 dias para ter um diagnóstico patológico, ou aguarde na fila de cirurgias, simplesmente porque não há mais médicos se submetendo aos salários de fome que o SUS paga !
Pagar de 10 - 17 reais de honorários de quimioterapia por paciente/mês é simplesmente um achaque !
Pagar 1.200 reais por Mês para médicos da rede pública por 20 horas de trabalho, e fazê-los atender 18 pacientes ou mais em 04 horas é um abuso !
Eu quero sim que ele se cure e tenha um excelente tratamento, que com certeza já está tendo, mas e o paciente que atendi hoje que não teve a mesma sorte e está morrendo no hospital com menos de 30 anos...
E as mulheres com câncer de mama que não conseguem usar o tratamento mais moderno?
E a fila da reconstrução mamária das mulheres mastectomizadas?
E as filas imensas da radioterapia, que só não são maiores pela abnegação de radioterapeutas que tratam os pacientes SUS em suas clínicas privadas, muitas vezes arcando com os custos do tratamento para verem seus pacientes melhor atendidos?
Temos sim que falar, temos que mostrar à população que não é assim que ocorre no dia a dia de pacientes oncológicos, que ficam sentados dentro de ambulâncias o dia todo aguardando para voltarem para suas casas após terem feito seus tratamentos ou seus exames cedo pela manhã, aguardando aqueles que fazem exames e tratamentos á tarde.
Se vocês não sabem o câncer é uma doença que mais mata somente vindo atrás das doenças coronarianas.
Quase um problema de saúde pública!
E seus custos são altos sim, mas não justificam que para custeá-los temos que sacrificar pacientes que teriam chances reais de cura, que hoje mesmo a doença se encontrando em estágios avançados chegam aos índices de 50 %.
Sinto muito se o Lula está passando por isso, mas com certeza não está lutando para ter seu medicamento e passando por um grave estresse para ver quando vai começar ou quando vão lhe chamar para iniciar seu tratamento!
Queria que todos os pacientes oncológicos tivessem o direito ao tratamento de ponta oferecido no Sírio ou no Einstein!!
Somente nós médicos sabemos o dilema ético ao dizer ao paciente que terá que fazer um tratamento, mas que talvez não tenha acesso no sistema, por exemplo a hormonioterapia extendida para câncer de mama após uso de Tamoxifeno, não é disponibilizada ao pacientes do SUS, porque não tem código para esse tratamento, haja visto que a tabela está desatualizada.
O SUS diz que paga tudo, as tabelas realmente não dizem qual tratamento o médico deve fazer, o médico pode prescreve o que quiser, entretanto, o valor pago pelo código da doença é ínfimo e não cobre os novos tratamentos, quem paga a conta???
Os hospitais filantrópicos ??? Os hospitais públicos já tão sucateados...
Ou deixamos assim, e não nos indignamos, afinal eu não tenho nada a ver com isso, na minha família niguém tem câncer, e eu tenho convênio de saúde, para que vou me preocupar ????
Quando a água bater naquele lugar, quero ver....Sorry pelo desabafo!
Mas é irritante escutar tanta coisa de quem não tem a mínima noção do que seja a saúde nesse país (*), e isso que em Blumenau e no Sul, vivemos num paraíso, comparado com o resto do país!
Dra. Liziane Anzanelo
Oncologista - Blumenau - SC
Em sua coluna no Jornal do Povo, de Cachoeira do Sul, o uruguaianense Armando Fagundes sintetizou tudo:

Vigilância
Em 1964, em plena Guerra Fria, tentou-se implantar uma ditadura do proletariado por sindicalistas e comunistas. A contra-revolução implantou um regime militar forte, liberdades restritas, com torturas e mortes de contestadores e terroristas. Foi péssimo para os direitos humanos, embora os avanços no desenvolvimento. Agora, como revanche não se pode implantar uma ditadura democrática, disfarçada, com anuência de um parlamento corrupto, subserviente e subornável, com as exceções de praxe, como à lá Hugo Chaves.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Rodrigo Constatino faz a pergunta certa: "quantos esquerdistas sensibilizados pela doença de Lula reagiriam da mesma forma se fosse Bush o doente? Sejam sinceros, companheiros!"

sábado, 5 de novembro de 2011

Por uma única razão, nunca ninguém sugeriu que José Alencar, nosso ex-vice, fosse tratar seus tumores no SUS: o velho era raposeiro, mas não dizia bobagens. Já Lula, disse pelo menos três - e não há motivo para não serem lembradas justamente na hora em que ele opta por se tratar de câncer no Sírio-Libanês, o mais caro hospital do Brasil (ou é um néscio, que não pode ser confrontado com o que diz?). Primeira, em 2009, de que ia aconselhar o presidente dos Estados Unidos: - 'Obama, faça um SUS. Custa mais barato'; a segunda, em 2010, quando brincou que tinha "vontade de ficar doente para ser atendido pelo SUS", decerto porque, já em 2006, sobre as realizações do seu primeiro mandato, concluíra:  "- O Brasil não está longe de atingir a perfeição no tratamento de saúde". O fato é que a oposição não pode ser acusada de preconceituosa por ter memória. E que Lula tem o direito, sim, de preferir ser atendido no Sírio-Libanês, ou onde quiser. Afinal, tem como pagar a conta. É um homem rico. (Que ficou rico, diga-se.)
Rica também é a reflexão de Ruy Castro, na Folha de São Paulo (1º/11):

Aprender a esperar
Durante oito anos, Luiz Inácio Lula da Silva não abriu uma porta de carro. Também não precisou se curvar para amarrar os cadarços, não deu um nó na gravata e nem precisou ir pessoalmente ao filtro se servir de água. Como presidente da República, tinha gente para ajudá-lo em todas as instâncias. E, assim que puxava uma cigarrilha, os isqueiros se atropelavam na sua direção.
Lula conheceu o poder absoluto. A frase de que nele nada pegava foi desafiada inúmeras vezes -denúncias e escândalos em série, companheiros caindo à sua volta, alianças com os piores nomes da política-, e ele continuou invicto. Não seria anormal que lhe passasse pela mente a sensação de onipotência.
O câncer de laringe que o destino colocou à sua frente é um duro golpe nessa sensação. Mesmo os que nunca fizeram juízo tão alto de si mesmos se perguntaram ao ouvir diagnóstico semelhante: "Por que eu?".
Embora a pergunta tenha uma resposta técnica (no caso, a combinação de tabaco e álcool), há sempre uma secreta sensação de culpa, de que fomos finalmente apanhados por algum malfeito. Descobrimos que não éramos tão onipotentes assim.
Um tratamento de câncer exige grande humildade do paciente, no sentido de submeter-se aos médicos, observar estrita disciplina e enfrentar a brutalidade da medicação. Não há espaço nem tempo para depressões. A doença é muito veloz e se aproveita de tudo para evoluir.
Lula teve sorte de seu tumor ter sido percebido cedo e de poder atacar logo o tratamento. Seu problema acontece uma semana depois das denúncias de que o tempo médio para um brasileiro comum, diagnosticado com câncer, começar a ser atendido pelo SUS é de 76 dias para a quimioterapia e de 113 para a radioterapia. O câncer dos brasileiros tem de aprender a esperar.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Dois conterrâneos, que moram longe daqui, pediram que publicasse o vídeo em que o prefeito Sanchotene Felice dá um passa-fora num dirigente do CNEC. Independente do juízo que se possa fazer sobre o episódio, ficará aqui o vídeo, como epitáfio de uma época em que os homens públicos se indignavam. (Sei que muitos gostariam de metade dessa indignação em cima da PUC, que vendeu à UNIPAMPA patrimônio que fora doado pela comunidade uruguaianense  - além de canibalizar e levar para Porto Alegre a infraestrutura, como queria fazer - ou fez, não sei - com o laboratório de solos), mas numa época em que políticos, mesmo quando envolvidos em escândalos, jamais se indignam e apenas perguntam, candidamente, "- Cadê as provas?", o rompante de Sanchotene é um brado contra as boas-maneiras a que estamos acostumados. (Registre-se que o senhor de camisa e cabelos brancos ali sentado é nada menos que o uruguaianense Afonso Paz, já com 84 ou 85 anos, que, nos anos 70, lá no Norte (ou Centro-Oeste?), era mais que temido! Perguntem pros mais antigos ...) Definitivamente, vença quem vencer em 2012, o fim do atual governo será o fim da geração que foi criança no tempo de caudilhos como Flores da Cunha. E, por um lado, isso é uma pena.      

sábado, 29 de outubro de 2011

Um amigo que poderia ser enquadrado como Filósofo do Cafémas é de outras paragens, me disse, quinta-feira: - Eu queria ver essa coragem dele com a PUC, que resolveu ir embora de Uruguaiana e não deu a mínima pra comunidade - e nem pra ele!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Foi mais que áspero o trato dispensado pelo prefeito Sanchotene Felice (PSDB) ao representante do CNEC (Campanha Nacional de Escolas da Comunidades), Edson Júnior, que veio ontem de Porto Alegre para a reunião que buscava impedir o fechamento da unidade de Uruguaiana (49 anos de existência). Assistiram a tudo vários vereadores e lideranças da comunidade - e alguns tucanos sarcásticos, diga-se de passagem, que não deixaram de, após o episódio, rir do que pareceu ato falho mas foi apenas efeito da boa índole e do espírito conciliador do vereador Ronnie Mello (PP). É que quando Sanchotene resolveu expulsar o tal representante, levantando-se e gritando: - Te levanta, safado!, Ronnie, prontamente, pôs-se em pé. Queria apartar, evitar vias de fato, mas não fugiu à maldade do tucanato. Que gente maldosa!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Depois de nove meses de governo Tarso Genro (PT), uma filmezinho de como funcionam as coisas nas penitenciárias gaúchas. Sempre foi assim? Sim, sempre foi. Mas era para ter mudado nesse governo de humanistas, né? (Pena que Marco Rolim ainda esteja na espera de alguma sinecura polpuda e vitalícia e não lhe seja prudente fazer literatura de Direitos Humanos, como outrora ...) 

http://www.clicrbs.com.br/pioneiro/rs/plantao/10,3519419,Detento-e-morto-apos-ser-julgado-por-colegas-na-Penitenciaria-Regional-de-Caxias-do-Sul.html

sábado, 24 de setembro de 2011

Me contaram que a entrevista dos médicos Luiz Antônio Marty e Fábio Motta à Rádio Charrua AM, sexta de manhã, foi bombástica! Diz que Motta, elegante, ponderado, racional, como sempre, expôs suas razões de médico - e empresário, diga-se - para contestar o que ali dissera Felice no dia anterior. Marty, que não conheço muito, mais sanguíneo e passional, teria encerrado sua fala com uma farpa sobre o "mistério" do poder exercido pela "doutora Ana Maria" (administradora da Santa Casa de Caridade) sobre o prefeito Sanchotene Felice. (Deselegância que não fica bem a um profissional antigo como ele, é bom que se diga.) Foi o que bastou para que a primeira-dama, "a doutora Elizabeth", fosse à emissora clarear as coisas. Lá, teve a desgraça de escorregar ou tropeçar numa escada, não apurei bem, mas consta que se machucou.
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Enquanto Sanchotene briga com os médicos, o deputado Estadual Frederico Antunes trabalha para reerguer o seu PP ...

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Só posso contar o milagre, não o santo: em uma semana, a senadora Ana Amélia Lemos (PP) virá a Uruguaiana abonar valiosa ficha de filiação. (Valiosa pelos votos que tem, nada mais ...) Mas já é uma ameaça de estouro da boiada ... E um gol de Frederico!

O último brinquedo que chegou às lojas, no ocidente, é a boneca muçulmana que fala. O problema é que não se sabe o que essa porra diz, pois ninguém é maluco de puxar a cordinha. 

PS.: tirado do Facebook.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

                                          El País

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Na Argentina, ontem foi o Dia Nacional do Chamamé. Willy Santurio Ramos foi quem fez o registro em homenagem a cantantes de Japejú que vieram alegrar memorável noitada da Confraria do Funcho. (Gracias, Dom Miguel!) Pena que não tenho as fotos. Abaixo, a chamamecera Gicelda Mendez Ribeiro, que assisti cantar aqui lá por 97, 98.

domingo, 18 de setembro de 2011

Do blog do Tutty Vasques:

Probo da corte
Nelson Jobim está todo prosa de novo!
A toda hora é citado no noticiário como o único ex-ministro da Dilma que não deixou o governo sob suspeita de roubalheira.
Parece que até as fardas ele pagou do próprio bolso!

PS.: recém agora (depois de domingo passado, no Fantástico, quando a presidente Dilma o apontou como o único que não saiu do seu governo por suspeita de corrupção) é que a nossa Câmara Municipal passou a ter um motivinho para conferir a Nelson Jobim o Título de Cidadão de Uruguaiana ... Quem sabe, algum vereador lhe manda, pelo menos, um dos tantos votos de congratulações que saem por sessão !?
Já que a saúde pública é pauta obrigatória, fiquemos com a boa literatura (e as reflexões) que pode inspirar. Talento especial para isso os médicos têm e ninguém sabe explicar o porquê. Abaixo, tirado do Jornal do Povo, de Cachoeira do Sul, da lavra do Doutor aí de cima.

A ilha e os cavalos
Nem a arbitraria pátria que, pária, procuro à toa. Nelson Ascher
Ele veio com muita conversa sem muito explicar. Chegou contando histórias. Era médico e sabia tudo da arte de atender pessoas. Caiu em Cachoeira por acidente e por causa de uma fazenda que havia adquirido no Piquiri, ele disse. Tinha um dia disponível na semana para atender na emergência. Nos outros, estava em Porto Alegre dando aulas na faculdade e nos torturantes prontos-socorros ignorados pelos governos. Falei do número excessivo de pacientes, pois onde a OMS estimava que deveria existir 800 atendimentos por mês, atendíamos mais de 4 mil. Retrucou que o trabalho numa emergência de Roma também era demais de exaustivo. Foi um enorme fascínio. Meu Deus, Roma! Contou da dupla cidadania, dos salários quase iguais ao único hospital público do Rio Grande do Sul, o Conceição, onde aquilo que vale 10 para os outros o governo destina mil para eles. A cada quatro horas trabalhadas havia 30 minutos de descanso, com direito a lanches. Também só existe este hospital, sem maior importância, e mais nenhum. Foi eloquente nos elogios à nossa emergência, que sobre certo aspecto físico lembrava o de Roma. Confesso que procurei confirmações da sua existência e credencial, e tudo foi confirmado.
Volta e meia o encontrava para ouvir histórias e perguntar sobre a fazenda do Piquiri. Contou, um dia, que havia terminado de fazer uma ilha no meio de um açude. Ainda mais. Havia colocado cavalos selvagens na ilha. Perguntei: "Pretos?". "Sim", ele confirmou. Somente depois de 10 minutos de fascínio e imagens cinematográficas que fui me perguntar: cavalos pretos correndo numa ilha, sem cair na água... Deve ser uma enorme ilha... Se a ilha for enorme, o que dizer do açude? Se o açude for grande, o que pensar da fazenda?
Foi depois de um dia ou dois que os funcionários do hospital contaram que, ao ouvirem a história da fazenda, pediram para pescar no açude. Todo funcionário adora pescar em açude de fazendas. Pediram e receberam orientações. Entraram pelo Piquiri, saíram em Encruzilhada, retornaram pela Mineração, e até hoje não acharam a tal fazenda. Tomei partido no acreditar na história, pois era mais importante a ilha com cavalos selvagens pretos do que a realidade que nos encerra no dia-a-dia. Se uma lenda é melhor que a realidade, publica-se a lenda.
Numa manhã, lhe falei das denúncias que recebíamos de vizinhos de pacientes que haviam recebido alta do hospital e que roubavam lençóis com o logotipo impresso, secando nos varais de bairros e das vilas. Contei também das escarradeiras, pratos e comadres que sumiam e, solidário, lembrou que, quando trabalhou na Etiópia, na epidemia do vírus ebola, o problema ainda era muito pior. Etiópia, ebola, e me sentei, sendo somente ouvidos. Queria mais, queria saber de tudo sobre o chifre da África e da fome.
Uma noite, subiu na UTI e me afirmou que talvez no fim do ano largasse o plantão. Havia sido convidado para chefiar uma equipe dos "Médecins sans frontières" em algum lugar como Ceilão ou Bangladesh, não lembro ao certo. Sim, ele me afirmou que havia trabalhado nos Médicos sem Fronteiras, nos anos 80, no Sudão.
Algumas vezes falava do Canadá, em outras, de uma ilha perdida no meio do Atlântico, onde morou num farol e atendia a única vila do lugar. Mesmo cansando das fantasias, ouvia as epopeias de delícias e desgraças. Era um vício do qual me alimentava a cada manhã para esquecer a realidade dos descasos. O governo federal investe 3% do PIB em saúde, quando deveria usar 12%, e ninguém é chamado ou responsabilizado na Justiça. O Estado do Rio Grande do Sul apenas investe 4% em saúde, quando deveria investir 13%. O Município investe 18%, e deveria ser 15%, e recebe as pedradas. Todos estão surdos, mudos e inconsequentes. Como o dinheiro federal e estadual não aparece e o direito se faz presente, quem paga a conta são os hospitais e os trabalhadores da área da saúde. Ninguém escreve ao coronel ou à coronela. Ninguém íntima ou pune os estados e a Federação.
Saúde é um direito de todos e dever do Estado. Dever de quem? Falem mais alto! Estamos surdos e mudos. Gritem: dever do Estado! Estamos surdos e tontos, atirando em alvos errados.
Por isso as cidades não arrumam praças nem ruas, muito menos revitalizam espaços e o patrimônio histórico. Os municípios têm que se responsabilizar pela pátria tão pária, distraída e difamante. Centralização excessiva no receber impostos, descentralização doentia ao transferir obrigações sobre aquilo que não cumprem.
Ele mantinha a voz em outras histórias, e todos gostavam dele nas gentilezas e atendimentos. Lembrou da Nicarágua depois que falei da sujeira, dos tocos de cigarros, das sujas fraldas descartáveis atiradas nos canteiros e gramados onde voluntárias plantavam, ajardinavam e limpavam a falta de educação que nos encerra. "A sujeira que nos define". "Como a Nicarágua", ele falou. Não queria mais saber nada da Nicarágua. O que nos salva são os hospitais filantrópicos. Amém.
Não queria mais saber sobre o pai dele, que havia jogado no rolo compressor do Inter, nem da banda do filho, que contou ter aberto o show do U2 em São Paulo.
Tive vontade de saber se foi médico na Sérvia e se ouviu o Bono cantar "Miss Sarajevo" com o Pavarotti. Mas nunca perguntei, tinha ficado sabendo que o Rio Grande conta como investimento em saúde o seu porcentual dirigido ao IPERGS e ao Hospital da Brigada. Sim, o nosso imposto também sustenta uma parte dos planos de saúde dos funcionários públicos.
Nunca mais quis saber dos hospitais de Oslo ou das tendas médicas no Gabão. Os hospitais da região fechando são mais realidade que os Médicos sem Fronteiras. As portas de entrada abertas ao sistema de saúde, cada vez mais lotadas, são alguma coisa que não comporta fantasias, e sim retrata o descaso do Estado e da Federação que chega a ranger, nausear e levar a ter alucinações e fugas para um romantismo médico que não mais existe. Por isso entendi que ele sonhava e, doentiamente, fantasiava quando tudo aqui, às vezes, é pesadelo e irresponsabilidade governamental. Vivia nos sonhos de aventuras como sobrevivência, mas infinitamente mais interessante que esta realidade que corta e dói. Excluindo a gente da realidade da gente.
Assim como ele veio, partiu. Deve ter secado a fonte do contador de histórias ou a fantasia não conseguiu suportar a realidade. Falou em doença, depois em outras paisagens. Parece que vive no litoral. Sempre foi feliz e cordial. Não sei mais notícias da ilha, dos cavalos e do açude.

sábado, 17 de setembro de 2011

Ouvi o monólogo do médico Lourival Araújo Gonçalves ontem de manhã na Charrua AM. Monólogo porque os entrevistadores, temendo que o Imperador vislumbrasse alguma simpatia pelo entrevistado, ficaram mudos. Silêncio constrangido e constrangedor ... Mas, voltando, presidente da UNIMED e recém eleito vice-diretor Clínico da Santa Casa de Caridade local, Lourival já foi vereador (do PDT) e, inteligente e equilibrado que é, sustenta os interesses de sua categoria com a retórica de um pregador do interesse público. Fala baixo e sabe ser contundente com elegância. Dou um exemplo: até hoje, ninguém sabia que Sanchotene Felice tem uma casa digna de  "Hollywood" em Porto Alegre. Não houve nenhuma acusação ou insinuação na afirmativa. Até uma declaração de fé na idoneidade do prefeito foi feita. Mas agora é só, daqui uns dias, algum vereador chinelão se exceder um pouquinho e soltar penas ao vento ..., que o estrago estará feito. E Lourival sabe disso. (Aliás, como ele sabe da vida, em Porto Alegre, de um homem que se sabe reservado?) O fato é que Lourival não é só uma liderança médica. É um político. O PDT o aponta como prefeiturável. O PMDB não teria problemas em compor com ele uma chapa, talvez na vice, como avalista perante a classe médica. Com ele, o deputado Frederico Antunes (PP) tem dito nas rádios que mantém conversas sobre as eleições do ano que vem. Foram colegas na Câmara e não têm cerimônia entre si. São amigos. Não sei se Frederico vai atar a carreira em 2012, mas pode estar arquitetando a grande coalizão que precisa para o sonhado salto à Câmara dos Deputados, em 2014. O fato é que, mesmo com o único nome forte (Frederico) disposto a não concorrer, a oposição se articula de forma perigosa ... E o Palácio Piratini pode dar o empurrãozinho final, garantindo a vice ao PT numa cidade estratégica e nunca conquistada pelos companheiros (é o sonho do vereador Kiko Barbará). Enfim, muitos são os caminhos e as articulações possíveis para sangrar Sanchotene ...  e reescrever a história do seu período.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ontem foi o dia que o governador Tarso Genro (PT) resolveu ceder para não se desmoralizar mais ainda face às diárias evidências de que não tem autoridade alguma perante a Brigada Militar: ofereceu aumento, de sargento para baixo. Até agora, mais de um mês depois que começou a queima de pneus pelas estradas, algum inquérito foi aberto ? Algum meliante fardado foi indiciado, ou punido administrativamente? Trata-se de uma minoria que ganhou na militância petista e sindical a licença moral para tais atos; afinal, é da doutrina de esquerda que política se faz pelo tensionamento da legalidade, quando convém. Isso para os que têm bons modos, os mais moderados, claro. (Não esqueçamos que, dias depois do 11 de Setembro, a então deputada Luciana Genro comemorou o episódio na tribuna da Assembléia Legislativa. E que não foi na rua que aquele anjo aprendeu esses valores ...)
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O que resta a outras categorias, como a dos professores, que acreditaram que Tarso implantaria o Piso Salarial Nacional - que criou quando ministro da Educação? Queimar classes, cadeiras e livros para convencer o governador?
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Tivesse peito e autoridade moral, Tarso, depois de punir alguns, embretaria todos: o aumento será do tamanho da economia que obteremos com a extinção do Tribunal de Justiça Militar, essa excrescência institucional que o Tribunal de Justiça do Estado, em tempos mais sensatos, idos de 2008, 2009, já quis extinguir. Mas aí não seria o Tarso Genro que conhecemos ...
                                          El País

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Com a legitimidade de 25 votos num eleitorado de 85 médicos, o cardiologista Luiz Antonio Marty foi eleito diretor Clínico da Santa Casa de Caridade de Uruguaiana na segunda-feira. Ontem, terça-feira, de noite, o prefeito Sanchotene Felice deu o troco: decretou a requisição do hospital para o município. Revelou-se inóqua a cartada dos médicos? A Justiça, de novo, dirá.
A Charrua AM deu agora a notícia como fato corriqueiro que se tornou: vão fechar hoje de tarde a Ponte Internacional Agustín Justi-Getulio Vargas. Desta vez, a delinqüência será patrocinada pelo CPERS-Sindicato. Os mestres têm ação tramitando no Supremo Tribunal Federal sobre o piso salarial nacional (que Tarso Genro criou quando ministro da Educação e agora não quer pagar), mas não querem abrir mão do recurso da baderna. E a nossa Ponte é o palco preferido de baderneiros de todos os matizes. Claro que as nossas polícias Federal e Rodoviária Federal não vão fazer a borracha cantar no lombo desse pessoal  para preservar a incolumidade do maior símbolo de uma cidade, portal de um País. Isso é coisa para a Polícia daqueles países atrasados do norte da Europa ...