"Os povos de nossos países ergueram as duas maiores democracias das Américas. Ousaram também levar aos seus mais altos postos um afrodescendente e uma mulher, demonstrando que o alicerce da democracia permite o rompimento das maiores barreiras para a construção de sociedades mais generosas e harmônicas."
Assim discursou Dilma, ontem. Tem razão. Ela e Obama são os mais bem sucedidos retratos de uma época em que viceja a ideia de que o indivíduo não existe, não faz história; o que existe e faz história são as categorias inventadas à conveniência dos espertos que pretendem representá-las. Ele, filho de pai preto e mãe branca, o mulato que prefere se vender como o primeiro negro a presidir a América; ela, ungida pelo popularíssimo Lula para provar sua capacidade de eleger até uma desconhecida. Muito antes dele, os negros americanos já eram os negros mais abonados e livres do mundo; muito antes dela, tivemos uma Princesa Isabel, que enfrentou os poderosos do seu tempo (para dar liberdade à negritude) sem jamais ser contestada por ser mulher.
Bom tempo, crônica de Valéria del Cueto
-
Bom tempoTexto e foto de Valéria del CuetoDepois de um verão para lá de
quente parece que deu uma refrescada! Por vários meses até os animais
sumiram de ci...
Há uma semana

Nenhum comentário:
Postar um comentário