Dilma Rousseff abriu seu pronunciamento oficial do Primeiro de Maio de forma original:
“Nossos jovens estão de volta às aulas. A abertura do ano escolar é sempre uma festa de alegria, de fé e de esperança”.
Foi bom ouvir a mensagem positiva da “presidenta” para o ano que se inicia. Não há problema se o ano se inicia em maio. Sempre é tempo de começar.
O governo da grande gestora mandou para as emissoras de rádio um pronunciamento velho de Dilma. Espera-se que isso não gere uma crise na área de comunicação do governo. Não há motivo para tal. Pronunciamentos velhos ou novos de Dilma não fazem a menor diferença.
No discurso de 10 de fevereiro, ela falava de educação. No de 29 de abril (que as TVs mostraram), ela falava de trabalho. E o conteúdo de ambos era exatamente o mesmo: nenhum.
Foi pedagógico ouvir a mensagem de “fé e esperança” da presidente com um mês de governo, e ouvi-la de novo com mais de cem dias de governo.
Com o placar de serviços prestados no período, fica a certeza de que a administração federal no Brasil é hoje, de fato, uma questão de fé.
De palpável mesmo, só o bordão da cruzada contra a miséria – herança do fetiche lulista. No pronunciamento “educativo”, Dilma falava da “fome do saber”. No pronunciamento “trabalhista”, ela anunciou o plano “Brasil sem miséria”.
Como se vê, o aloprado que trocou as fitas é inocente. A sopa de letrinhas populistas é a mesma, requentada.
É bem verdade que o Brasil que ouviu Dilma no rádio, neste 29 de abril, perdeu a parte em que ela promete “jogar duro contra a inflação”.
Mas não há de ser nada. A política da gastança governamental está mantida, e o processo de aparelhamento do Banco Central continua firme (os juros agora vão obedecer ao PT). Portanto, quem não ouviu o brado presidencial contra a inflação está até mais bem informado.
O Brasil está feliz assim, com sua “presidenta” monocórdia e seu governo que trabalha duro pelo bem-estar dos companheiros.
A única coisa que realmente fez falta no novo velho pronunciamento de Dilma à nação foi o anúncio da volta por cima do nosso Delúbio. Um grande feito do governo popular, que, pelo visto, não gosta de contar vantagem.
Bom tempo, crônica de Valéria del Cueto
-
Bom tempoTexto e foto de Valéria del CuetoDepois de um verão para lá de
quente parece que deu uma refrescada! Por vários meses até os animais
sumiram de ci...
Há uma semana


Nenhum comentário:
Postar um comentário