Do www.noblat.com.br, hoje:
Soneto
Se, para possuir o que me é dado,
Tudo perdi e eu próprio andei perdido,
Se, para ver o que hoje é realizado,
Cheguei a ser negado e combatido.
Se, para estar agora apaixonado,
Foi necessário andar desiludido,
Alegra-me sentir que fui odiado
Na certeza imortal de ter vencido!
Porque, depois de tantas cicatrizes,
Só se encontra sabor apetecido
Àquilo que nos fez ser infelizes!
E assim cheguei à luz de um pensamento
De que afinal um roseiral florido
Vive de um triste e oculto movimento
António Botto
Toró eleitoral, crônica de Valéria del Cueto
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Toró eleitoral Texto e foto de Valéria del Cueto Quem aguenta essas
tormentas intermináveis? Temos tempestades de todos os jeitos. Para todos
os lados. São...
Há 2 semanas

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